A Arte do Egito Antigo

O Egito foi uma das principais civilizações da antiguidade. Foram um dos primeiros a ter uma escrita bem elaborada, deixando para nós a possibilidade de entendimento da sua cultura.

Os egípcios tinham forte apelo religioso. Acreditavam que o mundo poderia acabar se não realizassem as suas preces e rituais. A religião determinava sua sociedade (influenciava a política, classes sociais e a arte).

Como acreditavam na vida após a morte, concentravam a sua arte em túmulos, estátuas e vasos mortuários. Para membros que não faziam parte da alta classe social egípcia, existia as mastabas que eram utilizadas para o seu sepultamento, mas foram elas que inspiraram a construção das grandes pirâmedes.

Como a arte egípcia era voltada para a religião, os artistas não tinham uma assinatura própria, precisam seguir a regra da frontalidade onde as pessoas tinham que ser retratadas com o tronco para a frente, mas a cabeça e os membros de perfil.

Esfinge de Quefrem

Em 2200 AC, o faraó Djoser construiu a primeira pirâmide, na região de Sacarã, com Imotep. A pirâmide de Djoser foi considerada a primeira obra egípcia de grandes proporções. Foi no antigo império que também foram construídas as pirâmides mais famosas, entre elas está a de Queóps, que tem 146 m de altura e ocupa uma superfície de 54300 m². O faraó Quefrem também deixou sua marca nas grandes construções egípcias com a Esfinge.

Como a arte egípcia era voltada para a religião, os artistas não tinham uma assinatura própria, precisam seguir a regra da frontalidade onde as pessoas tinham que ser retratadas com o tronco para a frente, mas a cabeça e os membros de perfil. Já as estátuas fogem a regra da frontalidade, com as suas próprias convenções, mas que representavam com maestria os retratados, mostrando seus traços reais e posição social. No período do médio império (2000 a 1750 AC), o convencionalismo e o conservadorismo faz com que as esculturas representem os ideais de seus faraós e não mais a sua realidade.

Chega o novo império (1500 a 1085 AC) e junto com ele a época de ouro da arte egípcia com a construção dos templos de Karnak e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Também realizou a construção do monumento mortuário a rainha Hatshepsut (1511 a 1480 AC), muito imponente e harmonioso, é uma bela obra principalmente por incluir ao seu conjunto a montanha rochosa que fica ao fundo do monumento. Nesse período, o faraó Amenófis IV realizou alterações, neutralizando o poder dos sacerdotes, dando as pinturas criações artísticas mais leves, quebrando as severas leis da frontalidade. Mas com sua morte, os sacerdotes voltam ao poder junto com o faraó Tutancâmon que morreu aos 18 anos. Em 1922, o pesquisador inglês Howard Carter encontra a tumba de Tutancâmon no Vale dos Reis e seu imenso tesouro, composto por arcas, vasos, carruagens e grandes estátuas do faraó.

Mascara mortuária de Tutancâmon

Mas foi na expansão realizada por Ramsés II que os hieroglifos foram utilizados como motivo decorativo com o objetivo de deixar gravado os grandes feitos do faraó. Após sua morte, os sacerdotes voltam a governar o Egito, levando o império a fragilidade e ruína causadas pelas invasões gregas, persas, etíope e finalmente romana.

E esse é um pequeno artigo sobre a arte egípcia e se você gostou, fique ligado no nosso blog.

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