Diego Velázquez

Pintor do Movimento Barroco – 1599 / 1660

Diego Rodriguez de Silva y Velázquez nasceu em 1599 em Sevilha. Estudou com Francisco Pacheco e um das suas primeiras obras foi Adoração dos Reis Magos (1619). Sua obra revela influência de Caravaggio, uma vez que #Velázquez tinha grande interesse pela arte italiana, e é possível identificar isso na utilização da luz e da sombra como forma de dar volume à figura, mas já possua sua própria atmosfera muito pessoal.

Pintou as obras primas A Rendição de Breda (1634), Vênus ao Espelho (1648) e Cavalo Branco (1635)

Em 1623, Velázquez retratou o rei Filipe IV, sendo contratado para fazer parte da coroa espanhola para seu serviço, como comissário responsável pela aquisição de obras de arte. Nessas viagens a Itália, estudou as obras de Michelangelo, Rafael, Tintoretto e Veronese.

Em Madrid, realizou estudo detalhado sobre a natureza e do real. Criou obras religiosas e profanas, assim como retratos equestres do rei e do infante. Também pintou as obras primas A Rendição de Breda (1634), Vênus ao Espelho (1648) e Cavalo Branco (1635). Retratou o Papa Inocêncio X, a rainha Maria Ana e a princesa Margarida.

Cavalo Branco (1635 – óleo em tela)

E foi em 1656 que pintou a célebre obra-prima As Meninas, que serviu de referência para as obras de Goya, Picasso e Dali. Faleceu em Madri, em 6 de agosto de 1660.

Sua obra: A Rendição de Breda (1634)

Retrata um momento importante da história espanhola, quando a armada holandesa se rende, entregando a praça forte de Breda para os espanhóis. A obra mostra o vencedor genovês Ambrozio Spinola, comandante das tropas espanholas, e o vencido Justino Nassau entregando a chave da cidade a ele.

Ao fundo da obra, se vê Breda em chamas entre fumaça, nevoeiro e incêndios. #Velázquez, que não conhecia a paisagem holandesa, realizou um estudo através de gravuras retratando com maestria, a paisagem. Já as lanças dos militares derivam de uma mediação entre Ticiano e Tintoretto (pintores do século XV) e precedendo a pintura veneziana, há uma verossimilhança do céu com nuvens e de resplendores.

Sua profundidade acontece com a posição das lanças erguidas dos soldados vencedores, enquanto os soldados holandeses vencidos aparecem em desordem, assistindo a redenção. Aqui também se percebe as posições dos cavalos, sendo que o cavalo do vencedor espanhol está de costa, retratado por inteiro, enquanto o cavalo do vencido, mostra somente o focinho através do casaco branco de um soldado holandês, delimitando a cena principal da obra. Algo a se reparar, é o contraste de luz que ressalta toda a ação da cena.

Velázquez, com um olhar analítico e com pinceladas livres e firmes, surpreende mostrando mobilidade a cada figura de militares que existe no quadro, criando a partir de um fato histórico, uma obra prima atemporal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

Crie seu site com o WordPress.com
Comece agora
%d blogueiros gostam disto: